Empresas que atingem uma determinada maturidade de gestão quase sempre adotam soluções de Business Intelligence como fonte de análise e reunião de dados. Assim, a medida em que diferentes sistemas e bases de dados são integrados ao Data Warehouse (parte importante das soluções de BI para reunião de dados), diferentes visões sobre o negócio podem ser criadas para ajudar o time de negócios a compreender de forma bastante precisa os desafios que impactam o dia a dia da empresa.

As soluções de BI são extremamente poderosas no que diz respeito a cruzamento de dados e por isso são bastante utilizadas como base para criação de indicadores de performance e melhoria da gestão. Entretanto, as ferramentas de BI, independentemente das funcionalidades que possui, atuam como um extrator de dados e não permitem que ações de marketing possam ser integradas a esta rica fonte de dados.

Já as soluções de Data-Driven Marketing, que também possuem um banco de dados proprietário para reunir diferentes tipos e fontes de dados (exatamente como o BI), possuem uma série de recursos desenvolvidos especificamente para a área de marketing e por isso permitem que as diversas ações e canais da marca possam ser integrados e utilizados como fonte de dados. Assim, canais como web, social, mobile, email, apps e muitos outros são conectados e podem coletar dados ou comportamentos do cliente em tempo real e permitir que a área de marketing possa utilizar tais informações como critério de segmentação para encontrar audiências e públicos específicos e assim desenvolver campanhas personalizadas e contextualizadas com a expectativa de cada cliente. O ponto alto é que uma vez selecionada a audiência, as campanhas de marketing podem ser impulsionadas ao longo de todos os canais da marca e de forma integrada, utilizando diversas outras funcionalidades como Sensores de Presença, Geolocalização, Mídia Programática e Previsão do Tempo.

Vale ressaltar que ambas as soluções são importantes para o negócio, mas possuem finalidades e objetivos distintos. Soluções de BI tem foco analítico/gerencial enquanto as soluções de Data Driven tem foco na operação/automação/integração das ações de marketing.

COMO O DATA DRIVEN MARKETING PODE AJUDAR MINHA EMPRESA?

O data driven marketing já é adotado em grande escala por grandes companhias nos EUA e Europa, e por isso, tem evoluído rapidamente para outras regiões do globo.

A grande vantagem é que a partir da reunião dos dados sobre o cliente em um único banco de dados é possível alcançar uma visão 360 de cada cliente, permitindo que a empresa conheça cada cliente como indivíduo, de forma única. Além disso, com as informações reunidas em um único local é possível aplicar recursos de segmentação diretamente no banco de dados utilizando qualquer tipo de critério como demografia, histórico de compra, preferências, interesses, canais de compra, informações do carrinho de compra abandonado, para encontrar diferentes audiências (públicos-alvo) e desenvolver ações cada vez mais personalizadas.

Vale reforçar que todas as ações de marketing desenvolvidas a partir das soluções de Data Driven Marketing acontecem de forma multicanal, sendo dirigidas especificamente e simultaneamente para cada cliente selecionado em diferentes canais. Desta forma, é possível entregar a mensagem certa, para o cliente certo, pelo canal certo e tornar cada interação mais relevante.

COMO DESENVOLVER UMA ESTRATÉGIA DE DATA DRIVEN MARKETING?

Uma estratégia de marketing orientada por dados começa a partir da compreensão dos problemas de negócio que envolvem o relacionamento com o cliente e também dos diferentes tipos e fontes de dados existentes que possam armazenar algum tipo de informação sobre ele, seja um dado pessoal, alguma transação financeira, uma preferência ou interesse do cliente, histórico de navegação ou até mesmo a frequência de compra.

Com isso, o próximo passo é pensar justamente na integração e centralização dos dados do cliente em um único banco de dados. O ponto mais importante é que este banco de dados tenha capacidade de reunir diferentes estruturas de dados em tabelas relacionais e permitir que campos chaves (como email, cpf) possam ser utilizados para mapear toda a estrutura e assim garantir uma visão única de cada cliente.

Inicialmente esta reunião de dados pode ser realizada através da importação de dados e a medida em que o volume ou a frequência aumentam, é possível pensar na integração dos diferentes bancos de dados.

Atualmente existem no Brasil empresas de marketing, como a própria HEADER, focadas em data driven marketing que possuem estruturas de banco de dados profissionais para permitir a expansão em escala tanto do volume de dados quanto das ações de marketing desenvolvidas a partir destas informações.